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Brasileiro do EI planejou ataque na Rio 2016, diz deputado francês

Rio de Janeiro. Photo de Rosino

Rio de Janeiro. Foto de Rosino

Um membro brasileiro do grupo terrorista Estado Islâmico estaria preparando um atentado contra a delegação francesa durante a Olimpíada no Rio de Janeiro. A informação foi revelada por um deputado francês durante uma audiência do inquérito parlamentar sobre os ataques de 2015 na França.

Durante a audiência, o parlamentar pergunta sobre o suposto plano terrorista a um chefe da inteligência francesa, que confirmou ter recebido a informação de parceiros. A transcrição da audiência está disponível no site da câmara francesa.

“Eu não tinha ouvido falar desse brasileiro que se preparava para cometer atentados contra a delegação francesa nos Jogos Olímpicos. Como você sabe?”, pergunta o presidente da comissão, George Fenech. Ele é respondido pelo general Christophe Gomart: “Pelos nossos parceiros”.  A audiência foi noticiada pelo jornal francês Libération.

Segundo a publicação, o general, que é Diretor de Inteligência Militar não entrou em detalhes se o suposto membro do EI está preso e sobre a sua localização exata — “que não era necessariamente no Brasil”.

A publicação afirma ainda que a informação não entraria para a transcrição da audiência, se não fosse a pergunta do deputado.

O general também disse durante a audiência que, para garantir a segurança da Rio 2016, o Brasil prevê “a criação de um centro anti-terrorista” com especialistas norte-americanos , britânicos, espanhóis e franceses. Mais de 600 mil pessoas são esperadas para a Olimpíada no Rio de Janeiro.

A Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro (Seseg) disse que não irá se pronunciar sobre o assunto pelo caso não ser de atribuição da Secretaria.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República informaram que não foram notificados pelas agências de inteligências francesas sobre um possível plano de ataque terrorista por um brasileiro durante os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Em entrevista nesta quarta em Brasília, o diretor da Abin, Wilson Trezza, disse que iria “discutir” a situação internamente. “Ainda não recebemos [comunicado oficial do governo francês]. Certamente vamos saber porque estamos em conversação permanente.”

Procurado, o Ministério da Defesa afirmou que o caso é de responsabilidade da Abin.

Estrutura contra ataques
Na última semana, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, voltou a dizer que nenhuma agência de inteligência no mundo rastreou qualquerameaça de ataque terrorista durante a Olimpíada do Rio. Jungmann disse ainda que o Brasil é um país pacífico, mas bem armado e que sabe contra-atacar.

O Ministério da Defesa criou uma estrutura temporária chamada Comando Conjunto de Prevenção e Combate ao Terrorismo que integra todas as capacidades e poderes das Forças Armadas, específicas contra o terrorismo.

“Tudo que existe de capacidade de contra terror na Marinha do Brasil, no Exército Brasileiro e na Força Aérea foram agrupados neste comando conjunto para que nós colocássemos essas capacidades à disposição durante os Jogos Olímpicos”, explicou o general Mauro Sinott.

O planejamento começou em 2015 através do grupo GT Terrorismo, criado pela Casa Civil. Nessa estrutura, as forças armadas aperfeiçoam os planejamentos de inteligência, as práticas que foram absorvidas ao longo dos grandes eventos e agregam mais capacidades aos homens que integram as forças contra terror.

Fonte: G1

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