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Brasil conquista status de risco insignificante para a doença da vaca louca

Foto disponível em: CicloVivo

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, sigla em inglês) reclassificou o status do Brasil como região de risco insignificante para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), doença conhecida popularmente como a doença da vaca louca. O anúncio foi feito na 80ª Reunião Anual da OIE, no último dia 24 de maio, em Paris, França. Antes da reclassificação, o Brasil era avaliado como país de risco controlado para ocorrência da vaca louca, embora nunca tenha registrado nenhum caso da doença. “O novo status é um reconhecimento de que os produtores rurais brasileiros fizeram a sua parte, cumprindo as regras estabelecidas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)”, afirmou Décio Coutinho, assessor-técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) que integrou a comitiva brasileira em Paris.

A reclassificação do status permitirá que o Brasil retome as exportações de carne bovina para países que restringiam a entrada dos produtos brasileiros. A quebra dessa barreira abrirá caminho para a venda de tripas bovinas para a União Européia. As exportações para o Egito e a Tunísia também deverão ser liberadas, além das vendas externas de animais vivos para países da América do Sul com o mesmo status sanitário, como Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai.

“O novo status é uma garantia para os consumidores internos e para os países que quiserem comprar nossos produtos”, argumentou o diretor do Departamento de Saúde Animal do MAPA, Guilherme Marques. Com a reclassificação, o Brasil poderá aumentar ainda mais o volume de exportação de carnes bovinas. Estima-se que somente com a abertura do mercado da União Européia para as vísceras haverá um incremento em torno de US$ 100 milhões da receita brasileira obtida com as exportações de carne bovina.

A EBB é uma doença degenerativa que afeta o sistema nervoso central do animal, levando-o à morte, e pode ser transmitida ao homem. A doença surgiu em meados dos anos 1980 na Inglaterra e tem como agente patogênico uma forma especial de proteína chamada príon. As causas da doença são associadas ao uso de proteína animal na alimentação do gado, como a farinha de carne e ossos.

Por: AgroNotícias

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