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Historiador Francês busca Parceria para Estudos sobre Racismo

Imagem: Irdeb / BA
O professor N’Diaye esteve acompanhado do Embaixador da França no Brasil, Yves Saint-Geours

O historiador francês e professor na Ecole des Hautes Etudes em Sciences Sociales, Pap Ndiaye, teve audiência ontem (26) com a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros. Especialista em estudos sobre racismo, o acadêmico busca conhecer a realidade brasileira e estabelecer intercâmbios acerca da agenda racial no ambiente público e na esfera dos movimentos sociais brasileiros. Na visita à Seppir, N’Diaye – que também é habilitado para orientar pesquisas na Universidade de Paris I Panthéon-Sorbonne – esteve acompanhado do Embaixador da França no Brasil, Yves Saint-Geours.

A experiência francesa no tratamento do racismo também foi abordada na reunião. A ministra demonstrou interesse, e o embaixador Yves Saint-Geours ressaltou a disposição do governo francês, pela troca de conhecimentos com base no trabalho desenvolvido pela Haute Autorité de Lutte contre les Discriminations et pour l’Égalité (Halde).

A Halde é uma instância do Estado francês, responsável por lidar com denúncias de discriminação de diferentes tipos: gênero, raça e pessoas em situação prisional, além de questões relacionadas à infância. Na audiência, ficou acordada a definição de uma agenda de trabalhos para o segundo semestre deste ano.

A ministra Luiza Bairros fez um breve relato da história da Seppir, relacionando a criação do órgão aos desdobramentos da III Conferência das Nações Unidas contra o Racismo, a Xenofobia e a Intolerância Correlata, que aconteceu em Durban, em 2001. “Hoje, após nove anos de Seppir, temos demonstrações de avanços, mas também de dificuldades de colocarmos a agenda no centro das atenções”, declarou a ministra, lembrando o crescimento do acesso de jovens negros à educação, principalmente, aos cursos do ensino superior.

A ministra destacou também o aumento da renda da população afrodescendente em função da política de valorização do salário mínimo dos governos Lula e Dilma Rousseff. “Mas ainda existe um diferencial muito grande entre brancos e negros que, esperamos, seja reduzido ou eliminado com as ações afirmativas que estão sendo implementadas”, completou Luiza Bairros.

Fonte:- Coordenação de Comunicação – http://www.seppir.gov.br/noticias/ultimas_noticias/2012/03

Via O Diário

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