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Para Brice Lalonde, falta de ação da comunidade internacional abre brecha para o País

O diretor-executivo da Rio+20, Brice Lalonde, disse nesta quinta-feira (22) que o Brasil deve assumir o papel de liderança global na área do meio ambiente.

Em palestra na terceira edição do Fórum Mundial de Sustentabilidade, que começou hoje em Manaus (AM), ele afirmou que a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em solo brasileiro, oferece ao País a oportunidade de conduzir as discussões sobre o meio ambiente nos próximos anos.

– Existe uma falta de liderança em todas as partes do mundo, e esse país deveria assumir a liderança. É o momento de o Brasil ser o líder nesta conferência e nos próximos 20 anos.

Lalonde, que já foi ministro do Meio Ambiente da França, ressaltou que a questão ambiental passa também pelo aspecto social e elogiou iniciativas brasileiras, em especial o programa Bolsa Família, que tornou a economia do País mais inclusiva.

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Ele também criticou a ausência de compromisso de governantes em conferências climáticas como a que será realizada no Rio de Janeiro em junho. O especialista lamentou os resultados frustrantes da COP-15, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, realizada em Copenhague no fim de 2009.

– Se tivermos de esperar os governos, vocês sabem que eles são muito lentos para se mover.

Para compensar essa lacuna deixada pelos governos nacionais, Lalonde pediu o engajamento de setores da sociedade, como as empresas, as ONGs (organizações não-governamentais) e as administrações de nível local, como governos estaduais e prefeituras.

– Todos os países dizem que querem algo novo, mas os negociadores vão para a reunião com a mesma instrução, para que não deem nada, não abram mão de nada.

O diretor da Rio+20 disse que a crise econômica e eleições marcadas para os próximos meses deverão influenciar a disposição dos governos europeus para fixarem metas contra a mudança climática neste momento. Para ele, falta uma visão mais global, que coloque os países em uma perspectiva comunitária, dividindo responsabilidades.

– É preciso criar um espírito de cidadania do planeta. A Terra é um país e a humanidade é uma família. [R7]

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